FEEDBACK DO PROFESSOR MANUAL DO PROFESSOR FORMADORES DE PROFESSORES OCORRÊNCIAS NO TERRENO RESULTADOS TEACHING TO MAKE A DIFFERENCE PARA CIMA


O manual para os professores contém informações sobre como usar o website, com um enfoque especial nas dez unidades que foram criadas para os professores.

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Ler este manual:
ajudará os professores a entenderem os objectivos do projecto e a encontrarem seu caminho neste site;
possibilitará aos professores se beneficiarem das sugestões sobre como e quando usar as unidades contidas neste site;
propiciará aos professores a compreensão sobre a importância, para este projecto, da internet.

A parte central do website consiste de 10 unidades.

Um comentário de incentivo
A maioria dos professores tem consciência de que pode fazer uma diferença importante na vida de seus alunos, especialmente quando estão dispostos a levá-los a sério e a ouvir o que eles têm a dizer sobre si próprios e sobre o mundo em que vivem. As unidades neste website podem ajudar neste processo. Professores dedicados aos seus alunos verão que o uso destas unidades pode levar a uma crescente motivação.

Um comentário de cautela
De modo geral, os tópicos abordados nestas unidade poderão ser entendidas como polémicas. Como tal, podem provocar sentimentos fortes e gerar discussões emocionalmente carregadas. Antes de começar a usar Educar para a Diferença, os professores devem deter certo grau de confiança para lidar com as várias idéias e emoções que podem surgir com o uso destas unidades.

Alguns professores também estão conscientes de que nem sempre terão condições de solucionar todos os problemas apresentados pelos alunos. Existem alguns temas que encontram-se na esfera de outros profissionais e requerem habilidades diferentes daquelas que os professores detém. Afinal de contas, professores não são terapeutas.

IDIOMAS SOBRE INSTRUMENTAL EDUCATIVO ESCOLAS SECÇÃO DO PROFESSOR MÓDULOS CONTRIBUIÇÃO DO ESTUDANTE PESQUISA HOME
 
Os Objectivos Educativos do Projecto
Os principais objectivos educativos do projecto são:
· integrar métodos e conteúdos de maneira tal que, os temas tolerância e intolerância sejam tratados de modo a propiciar discernimento sobre estes assuntos, e também de maneira que desenvolvam a compreensão e promovam a cooperação;
· ajudar os alunos a fazerem conexões entre passado e presente;
· focalizar em temas que afetam jovens dentro e fora da sala de aula, hoje em dia;
· gerar reflexão e discussão sobre direitos e responsabilidades que os jovens têm, especificamente, na sua escola e na sua classe, e em geral, no seu mundo, hoje;
· fornecer aos professores instrumental concreto que possa ajudá-los a transformar sua classe em um "laboratório de aprendizagem", no qual todos os alunos se sintam seguros para expressar seus pontos de vista e seus sentimentos;
· colocar à disposição dos professores exercícios para sala de aula que possam ajudá-los a lidar com temas polémicos;
· oferecer aos professores tarefas apropriadas para permitir aos estudantes usarem a internet de um modo inteligente e efectivo.
Quase todas as unidades foram criadas para uso directo em sala de aula. Todas as unidades foram testadas (na Itália e em Portugal), para assegurar que sejam concretas o suficiente para uso em sala de aula.
Grupo alvo

Educar para a Diferença foi especialmente concebido para professores de alunos na faixa etária de 12 a 15 anos, mas alunos mais velhos e ligeiramente mais novos também serão beneficiados por muitos dos exercícios sugeridos nas unidades.

Apesar das unidades contidas neste website serem, inicialmente, destinadas a professores Europeus, também poderão ser úteis a professores de outras nações. Por exemplo, muitos dos websites (em Inglês) listados nas várias unidades e na secção de recursos, são dos Estados Unidos.

As unidades serão especialmente úteis para professores das classes mais adiantadas das escolas primárias ou elementares (dependendo do país), mas também para professores de cívica (ou cidadania) de escolas secundárias. Algumas das unidades foram especialmente concebidas para professores de história e línguas.

As unidades, as secções dos professores e dos alunos

As 12 unidades formam a espinha dorsal deste website. Elas focalizam uma variedade de temas que lidam com tolerância e intolerância em sociedades do passado e do presente. Assuntos como intimidação, racismo, multi-linguísmo e nacionalismo, são assuntos que têm efeitos sobre os jovens em toda a Europa. Cada unidade aborda um ou mais destes temas.

Outro componente importante é a secção dos professores. Permite que os professores se comuniquem entre si, troquem idéias sobre as unidades e outros tópicos de interesse comum, e possam disseminar práticas positivas. Por exemplo, alguns professores poderão querer fazer sugestões de indicações ou modificações para uso de determinada unidade em uma classe de alunos de mais idade, ou poderão ter informação sobre websites adicionais, mais recentes, que possam ser usados como recurso. Em geral, a secção de recursos será atualizada regularmente através de notícias, cartões, artigos, etc, que podem ser usados para discussão em sala de aula. Os diversos links de investigação também ajudarão os professores a acessar outros recursos da internet para suas classes.

Adicionalmente à secção dos professores, há também uma secção dos estudantes, que permite que os alunos entrem em contacto com outros, um sítio perfeito para que os estudantes possam planear e executar projectos conjuntos.

Base Teórica
(Partes deste texto foram escritas em cooperação com Pieter Batelaan)

O aprendizado escolar tem como objectivo:
ˇ O desenvolvimento de habilidades (habilidades motoras, como o uso de computadores e outras habilidades como leitura, escrita, comunicação, colaboração, reflexão, etc.)
· Adquirir informação (conhecimento factual, conhecimento de procedimentos e estratégias, etc.)
· A aquisição de compreensão (podemos falar de compreensão quando os alunos são capazes de compreender e aplicar novos conhecimentos a novas situações, e fazer a conexão entre este conhecimento e outros conhecimentos previamente adquiridos)
· O desenvolvimento de atitudes (falamos de uma atitude quando a visão de um objecto ou de uma situação predispõe a pessoa a vê-lo ou a agir de um certo modo).

Muitas atividades podem levar ao aprendizado. Exemplos de atividades de aprendizado que levam à compreensão são: ouvir, ler, observar,discutir, experimentar (só ou em conjunto), preparar e executar uma apresentação (só ou em conjunto). Algumas atividades, porém, são mais efectivas do que outras, quando se pretende atingir um determinado objectivo. Por exemplo, uma pessoa aprenderá certas habilidades mais rapidamente se "aprender ao fazer", do que ao assistir a uma conferência ou a ler sobre o assunto. Habilidades intelectuais associadas a cooperação, comunicação e aprendizado são adquiridas mais efectivamente através do "fazer" e da reflexão sobre a acção empreendida ( também ao discutir nossas experiências com outros). A investigação social científica mostra que actividades tais como "discutir temas com outros", trabalhar juntos para solucionar problemas, experimentar juntos e reflectir sobre o processo, e preparar, executar e avaliar conjuntamente uma apresentação são instrumentos de aprendizagem mais eficazes (levando a maior compreensão) do que ouvir, ler e observar. Em outras palavras: a interacção facilita o aprendizado.

As unidades contidas em Educar para a Diferença são constituídas de tal maneira que utilizam as experiências que os alunos trazem consigo para dentro da sala de aula. As experiências culturais e individuais dos alunos são vistas como algo que pode:
· dar confiança aos alunos para participarem das actividades de aprendizagem;
· ajudar os alunos a melhor entenderem uns aos outros;
· ajudá-los a abrirem sua compreensão para ver outras perspectivas, culturas e tradições;
· propiciar uma atmosfera na classe onde as necessidades e idéias dos alunos sejam respeitadas e possam ser usadas como elementos que embasem o processo de aprendizagem;
· ajudar a motivar alunos que, de outra maneira, tendem a ser marginalizados.

As principais idéias teóricas que inspiraram "Educar para a Diferença" estão relacionadas a educação intercultural, aprendizado cooperativo e múltiplas inteligências (ou aprendizado de habilidade múltipla).

Educação intercultural, como método de aprendizado, baseia-se fortemente em "aprendendo a aprender" ("learning to learn") e "aprendendo a fazer" ("learning to do"), e é focalizado fundamentalmente no estudante. Esta abordagem implica em que os estudantes são ensinados a tornarem-se responsáveis por seu próprio aprendizado, de modo a que possam embarcar num processo de aprendizado por toda a vida. São os processos que ocorrem entre indivíduos e grupos que são o tema central: Como os alunos se relacionam? Como negociam? Como tomam decisões? Como resolvem conflitos? etc. Tornar estes processos mais democráticos e eficazes é tão importante quanto a nota final que o aluno recebe no final do ano escolar.

Em aprendizado cooperativo, os alunos trabalham em conjunto na solução de problemas e na execução de tarefas. Ao invés de encontrar uma situação de palestra, na qual o professor gera todo o conhecimento e os alunos tentam absorver o máximo de informação possível, os alunos trabalham em pequenos grupos e compartilham a compreensão e o conhecimento de cada um. Mesmo que palestras possam ser úteis de tempos em tempos, para fornecer certas informações, as unidades em Educar para a Diferença foram todas elaboradas com base no conceito de aprendizado cooperativo.

Os argumentos mais importantes utilizados para implementar métodos de aprendizado cooperativo são:
· Ao implementar métodos de aprendizado cooperativo, estimula-se habilidades sociais tais como participação, colaboração, comunicação e responsabilidade.
· O aprendizado cooperativo é um modo efectivo de alcançar objectivos cognitivos.

O aprendizado cooperativo implica em mais do que simplesmente distribuir os alunos em pequenos grupos e pedir que realizem uma tarefa. Se o trabalho em grupo limitar-se a isso, o processo poderá ser contra-produtivo. Este é especialmente o caso para estudantes com baixo nível de desempenho, pois os alunos com maior nível de desempenho tenderão a dominar os vários aspectos do processo do grupo (falar, tomar a iniciativa, liderar, decidir, intervir, interromper, etc.). Obviamente, se a interacção conduz ao aprendizado, então tem-se que interagir, e especialmente interagir de um modo significativo. O trabalho em grupo não pode ser considerado aprendizado cooperativo, a não ser que seja organizado de tal modo que os alunos participem na interacção. O mesmo é válido para muitas das actividades do Educar para a Diferença.

A participação numa interacção é influenciada por:
1. Aspectos organizacionais
2. O conteúdo
3. Os participantes
4. O nível de desafio

Organização refere-se a como os grupos são compostos, como a classe ou mobiliário é disposto, e como as tarefas e responsabilidades são distribuídas. Com relação a composição de grupo, sugerimos que os professores sigam as seguintes diretrizes:
1. O professor distribui os alunos por grupos. Isto evita o imediato isolamento dos alunos menos populares, que tendem a não ser escolhidos por seus colegas de classe. De início, os alunos tendem a não gostar, porque preferem ficar com seus amigos. Mas é relativamente fácil explicar a eles que todos os alunos têm algo a contribuir para o processo de aprendizagem e que, por isto, eles precisam aprender a trabalhar com todos os colegas de classe, para que cada aluno seja beneficiado ao máximo.
2. A composição dos grupos é modificada de tempos em tempos, para evitar o desenvolvimento de expectativas de papéis fixos.
3. A composição dos grupos deve ser o mais heterogênea possível para que os alunos possam se beneficiar da diversidade de talentos presentes no grupo.
4. Tarefas e responsabilidades precisam ser claras. O professor as distribui ou as negocia com os alunos.
5. Tarefas e responsabilidades precisam ser rotativas, de tempos em tempos.
6. Elas precisam ser desafiadoras para todos os alunos.


Conteúdo refere-se ao tema em questão (deve ser vivenciado como interessante e útil) e às tarefas (questões em aberto, tarefas que requeiram participação individual e colaboração). As tarefas também necessitam ser "ricas": precisam estimular a capacidade de aprendizado dos alunos.

O uso do aprendizado cooperativo em sala de aula tem conseqüências para o papel do professor. Quando a actividade de aprendizado envolve ouvir, ler e observar, o professor está primeiramente envolvido em explicar, contar, esclarecer, apresentar textos para leitura, dar tarefas, mostrar vídeos e (às vezes) organizar excursões. Quando a actividade de aprendizado envolve discussão, investigação em grupo e experimentação, e apresentações, o professor necessita usar diferentes habilidades: organizar, estimular a discussão (por exemplo, fazer perguntas aos alunos que levem a uma melhor compreensão), observar, monitorar, avaliar e retornar aos alunos a avaliação. São também habilidades que o professor necessita quando faz uso de tecnologia da informação na sala de aula. Retornaremos a este assunto em breve.

O psicólogo Norte-Americano Howard Gardner desenvolveu uma bem sucedida teoria sobre o que denomina "múltiplas inteligências" (Gardner, 1993) (http://www.scholasticnetwork.com/library/teacen/mi.htm). Nesta teoria, ele discute os muitos tipos de inteligência que as pessoas têm. Tarefas podem ser consideradas muito educativas se várias dessas inteligências forem activadas. As diferentes inteligências que Gardner distingue são:

1. Lingüística (a capacidade de usar a língua de modo efectivo, na forma escrita ou oral ).
2. Lógica-matemática (p.ex., a capacidade de usar números efectivamente e racionar bem).
3. Espacial (p.ex., a habilidade de perceber o mundo visual-espacial precisamente e de trabalhar com formas e desenhos).
4. Corporal-Cinestésico (p.ex., a habilidade de usar o próprio corpo para expressar situações, acontecimentos, idéias e sentimentos e a facilidade de usar as mãos para produzir ou transformar objectos).
5. Musical (p.ex., a habilidade de perceber, repetir, expressar e transformar formas musicais).
6. Interpessoal (p.ex., a habilidade de reconhecer humores, intenções e sentimentos de outras pessoas, de interagir com elas de modo significativo e construtivo, ou a habilidade de ter empatia com outros).
7. Intrapessoal (p.ex., auto-conhecimento e a habilidade de reflectir sobre as próprias acções e fazer as necessárias mudanças e adaptações).
8. Naturalista (p.ex., a habilidade de reconhecer padrões e objectos na natureza).

O uso dessas inteligências como ponto de partida fornece uma boa indicação sobre quão bem sucedidos seremos em ajudar os alunos a construírem um leque completo de conhecimento e habilidades. A essência dessas inteligências pode ser facilmente explicada a crianças a partir dos seis anos de idade.

Alguns educadores (como Cohen & Lotan, 1997) preferem falar de múltiplas habilidades e aprendizado de múltiplas habilidades, ao invés de múltiplas inteligências. Freqüentemente, pensamos em inteligência como algo estático e difícil de mudar (como um QI). O uso do termo habilidade enfatiza que falamos de processos e discernimentos mentais, e de comportamentos que podem ser aprendidos.

Durante a elaboração das unidades de Educar para Diferença, teve-se o cuidado de focalizar tantas inteligências quanto possível, com o objectivo de activar múltiplas habilidades entre os alunos.
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Educar para a Diferença, o Website e Aprendizado Cooperativo

Quando se pensa em interacção em ambientes educacionais, onde são usados computadores e internet, tende-se a assumir que a interacção é entre o computador e a pessoa que trabalha no computador. Aparece uma tarefa na tela. Em seguida, a pessoa que olha a tela responde à pergunta e descobre, pela tela, se a resposta dada estava correcta ou incorrecta.

Investigações recentes sugerem que talvez se esteja a isolar jovens ao, simplesmente, colocá-los em frente a um computador. Um artigo recente sobre a web apresenta o título "Tempo demais online faz com que mais pessoas vão offline na vida real". Torna-se claro, agora, que as habilidades sociais podem ser prejudicadas, se computadores e internet não forem inseridos num ambiente educacional que estimule a interacção social.

Em Educar para a Diferença, a interacção com o computador se refere a muito mais do que a relação computador-indivíduo. No conjunto, as tarefas só podem ser completadas satisfatoriamente se os alunos trabalharem juntos, e a apresentação dos resultados ocorrer em frente da classe (ou que sejam comunicadas a estudantes de outras escolas, em princípio, em qualquer parte do mundo).O computador fornece vários "inputs" para o processo de aprendizagem, e oferece a oportunidade de apresentar resultados via internet. Mas o processo de aprendizagem mais efectivo acontece quando os alunos estão engajados em discussões uns com os outros, quando estão a resolver problemas e quando preparam uma apresentação. Transformar o computador em instrumento para o grupo traz varias conseqüências para a sala de aula.

Organização

Muitas actividades em Educar para a Diferença foram elaboradas para aulas nas quais os alunos podem trabalhar em grupos de 3-5 pessoas, com um computador à disposição. As tarefas são melhor realizadas através da cooperação entre os membros do grupo.

Materiais

Além do computador com acesso à internet, é necessário também haver outros materiais, em quantidade suficiente, na sala de aula (como crayons, papel, instrumentos musicais simples, cola, tesoura, papelão, roupas) e os alunos devem, também, idealmente, ter acesso a uma biblioteca ou a uma midiateca. Cada unidade apresenta uma lista de materiais necessários para realizar os principais exercícios que a compõem. Uma impressora permitirá aos alunos imprimirem vários tipos de informação. Enquanto alguns alunos trabalham com o computador, outros podem estudar o material que foi impresso, comentá-los e avaliar tanto os resultados quanto os processos.

Papel do professor

Tradicionalmente, é o professor quem transfere conhecimento. Ele/ela é a mais importante fonte de informação. Em muitas das actividades sugeridas em Educar para a Diferença, todas as informações que os alunos necessitam podem ser encontradas no website e na internet. Isto permite que o professor tenha muito mais tempo para observar os processos que ocorrem entre os estudantes, para monitorar e para avaliar os resultados obtidos pelos grupos e pelos indivíduos. Ao usar o quadro de referências de Educar para a Diferença, sugerimos que o professor assuma os seguintes papéis:

1. Organizador e gestor. O professor é responsável por criar a composição dos grupos e a distribuição das tarefas. Em seguida, o professor delega responsabilidade aos grupos. Em outras palavras, o professor faz valer que todos se atenham às suas tarefas. O computador é, freqüentemente, o "prémio" na classe. Embora o facilitador do grupo seja o principal responsável pelo modo como o computador é utilizado, o professor deve observar de perto, para assegurar que seja usado de modo apropriado e que o acesso a ele seja justo.

2. Catalisador. Certamente, o professor é responsável por ajudar os grupos que encontrem dificuldade para funcionar de modo apropriado. Quando questões difíceis surgirem, o professor não fornece respostas prontas, mas, ao invés disso, faz perguntas para que o grupo encontre seu caminho para continuar. A idéia básica é estimular nos alunos a habilidade de resolver problemas, não resolver todos os seus problemas.

3. Observador (ver o que os grupos fazem correctamente). Nas unidades de Educar para a Diferença, é importante que o professor reaja àquilo que os grupos e os indivíduos façam bem. Isto significa que deve observar atentamente ao que acontece em cada grupo.

4. Monitor (avaliar a participação e o progresso dos alunos).

5. Avaliador (avaliar os níveis de desempenho, propriedade do conteúdo, eficácia de métodos e processos, encorajar a auto-avaliação dos alunos, fornecer avaliação).

O professor reage ao comportamento dos alunos, com base na sua observação. Isto pode ocorrer durante o trabalho de grupo, mas também durante a apresentação. A avaliação ("feedback") é concreta e baseia-se na descrição e na análise do que foi observado.

Atribuição de papéis aos alunos

Na maioria dos módulos, um importante aspecto do trabalho a ser realizado em grupo repousa sobre a atribuição de papéis a serem desempenhados pelos alunos. Estes papéis estimulam o desenvolvimento de diferentes habilidades e, também, dão uma responsabilidade a cada aluno. Alguns dos principais papéis discutidos nas unidades são:

A. Facilitador: verifica e garante que todos compreendam as instruções. Verifica e garante que todos os membros do grupo participem, chama o professor se ninguém no grupo souber a resposta, verifica e garante que todos no grupo recebam a ajuda que necessitam;
B. Relator: organiza a apresentação do grupo perante a classe, discute com o grupo o que será relatado e como (o relator não precisa apresentar, mas sim organizar o relato);
C. Gestor de materiais/Comunicador da Web: responsável por colectar os materiais necessários para realizar a actividade. Responsável por todo o trabalho com a internet, comunicação através de correio eletrônico (e-mail) e investigação.
D. Mensageiro: responsável pela obtenção de ajuda e informações de outros sub-grupos, mas especialmente de equipas aliadas em outras escolas, através do chatroom, nos horários designados.
E. Harmonizador: garante que as linhas de comunicação estejam abertas e que a atmosfera no grupo seja boa. Garante que não haja insultos ou outros comentários não condizentes.

Será útil dispor estas regras de modo a que sejam visíveis para todos os alunos.

Referências utilizadas no manual dos professores
Cohen,R., & Lotan, R. (Eds)(1997) Working for Equity in Heterogeneous Classrooms: Sociological Theory in Practical. New York: Teachers College Press.
Gardner, H. (1993) Multiple Intelligences: The Theory in Practice. New York: Basic Books.
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